Adriana Mesquita
Da Assessoria de Comunicação do HUB
Em 2010, Altimira de Oliveira, 73 anos, descobriu que estava com diabete, após ter uma consulta médica no Hospital Universitário de Brasília. No mesmo dia, a aposentada participou de uma palestra do programa Doce Desafio e decidiu conhecer o serviço.
Hoje, ela vai ao Centro Olímpico da UnB, onde o projeto é desenvolvido, três vezes por semana para praticar exercícios físicos e se informar sobre a doença. “Lá encontrei um grupo unido, de pessoas dedicadas que têm ajudado no meu tratamento”, garante a aposentada. Para Altimira, o programa é um incentivo para pessoas na mesma situação. “Se fosse em casa, teria preguiça de me exercitar”, diz.
Foto: Adriana Mesquita/ACSHUB
Dança de salão, caminhada, musculação, alongamento, futebol e vôlei. Estas são as várias modalidades de exercícios oferecidos pelo programa Doce Desafio. Além das atividades físicas, os participantes recebem ainda orientações de como manter a doença sobre controle e evitar complicações.
De acordo com um dos organizadores do programa e professor de Educação Física da UnB, Rafael França de Medeiros Dantas, desde 2001, quando este serviço ainda era um projeto de ação continua, mais de 2 mil pessoas já foram beneficiadas. Segundo ele, o objetivo é mostrar aos diabéticos, através de exercícios e informações, que é possível ter uma vida normal. “Quem tem a doença pode comer tudo, desde que em quantidades e horários adequados” afirma.
Antes das atividades, os participantes passam por um processo de testes, no qual são realizadas medições de pressão e glicemia para verificar a condição do diabético e indicar a atividade ideal de cada caso. “Observamos através dos exames laboratoriais e dos testes físicos que eles evoluíram e aprenderam a aceitar mais o convívio com a doença”, explica o professor.
Coordenado pela professora Jane Dullius e monitorado por alunos e profissionais de várias áreas de conhecimento, o programa atende pacientes diabéticos. Os monitores são voluntários capacitados para as atividades e palestras. Para José Américo, 70, que participa há seis meses do Doce Desafio, as atividades físicas e as orientações melhoraram seu quadro.“Os resultados obtidos nas últimas medições comprovam que minha pressão baixou de 18 para 13”, garante.
Além de ajudar a manter a glicemia dentro dos níveis desejados e contribuir para a manutenção do peso corporal, o programa tem ainda finalidade acadêmica: serve para que alunos de iniciação científica pesquisem e produzam artigos científicos sobre a doença.
O serviço
O programa Doce Desafio atende à população todas às segundas, quartas e sextas- feiras, de 8h30 às 10h30 e de 14h30 às 16h30, durante o período das aulas na UnB, no Centro Olímpico. Para os diabéticos que desejarem participar do programa é necessária a apresentação de exames médicos. As turmas são formadas por cerca de 25 pessoas.
De acordo com coordenadores, o serviço tem dificuldades em encontrar parcerias para dispor dos medicamentos necessários ao seu funcionamento.
Os Interessados em participar ou ajudar devem entrar em contato pelo telefone (61) 3107 2556 ramal 247, pelo e-mail diabetes@unb.br ou pessoalmente na sala do Doce Desafio. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

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