terça-feira, 28 de junho de 2011

HUB é referência em tratamentos de feridas graves

Adriana Mesquita e Tamires Castro
Da Assessoria de Comunicação do HUB

O Hospital Universitário de Brasília é referencia no Distrito Federal em tratamento de feridas. O trabalho faz parte do ambulatório de enfermagem em Estomaterapia que há 18 anos oferece avaliação contínua a pacientes com ferimentos graves de difícil cicatrização.

Os usuários acessam o serviço por recomendação de familiares ou ex-pacientes, indicação de médicos ou de outras unidades de saúde. O tratamento depende de cada caso. De acordo com a professora e estomaterapeuta Ana Lúcia da Silva, o tratamento segue um protocolo rígido. “O primeiro passo é estabelecer o protocolo do paciente, que chamamos de plano de cuidados e determina quais medicamentos serão utilizados”.

Segundo a professora, as drogas são eficientes, mas têm efeitos colaterais, apesar de mínimos. “As feridas tratadas são de origem crônica, como úlceras. O máximo que pode ocorrer de efeito colateral é uma alergia, mas é raro”.

Ana Lúcia explica que alguns casos são ferimentos provocados por procedimentos simples do dia-a dia como usar sapatos apertados. “Estes calçados podem levar a lesões bolhosas não sentidas quando o usuário tem alterações de sensibilidade tátil e de dor, por isso, o ferimento evolui e só é descoberto no exame físico ou quando infeccionam.

Foi o que aconteceu com a dona de casa Maria Paixão Gomes Marino, de 53 anos de idade, que teve infecção generalizada provocada pelo uso de sapatos. “Quando fizeram o exame disseram que a infecção estava forte”, diz. Ela está em tratamento há mês com antibióticos. “O tratamento está sendo muito positivo”.

O ambulatório atende em média oito pacientes por dia, com consultas de 40 minutos. Em 2011 foram 1,3 mil pacientes. “Nós também atendemos crianças, mas, acredito que por não saberem que oferecemos este serviço, a procura é baixa”, lamenta a doutora em enfermagem Ivone Kamada, que também integra o ambulatório de Feridas.

Ana Lúcia lembra que, apesar de ser referência no DF, o tratamento não faz milagres. “A cura depende da cicatrização e mais ainda dos pacientes que devem seguir todas as recomendações. Um procedimento mal feito pode ocasionar complicações como desgastes físicos e emocionais, além de aumento de custos dos medicamentos”.

“Temos pacientes que carregam feridas há 20 anos, que não fecham. “O tratamento, nestes casos, é importante porque melhora a qualidade de vida”, afirma.

Serviço
O Ambulatóro de Enfermagem em Estomaterapia funciona no corredor vermelho, sala 72 do centro de ambulatórios do HUB, de segunda a sexta-feira das 14h às 18h, exceto nas quartas-feiras.

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