Por Adriana Mesquita
Os pacientes com asma grave apresentam maior mortalidade. Somados aos casos moderados eles reapresentam cerca de 80% da procura atendimento no Programa de Asma do Hospital Universitário de Brasília.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores. No Brasil, estima-se a prevalência da doença em torno de 10% da população. De acordo com dados do DATASUS, em 2008, a asma foi a terceira causa de internação pelo SUS, com cerca de 300 mil hospitalizações.
O HUB atende desde casos mais leves até os mais graves. No entanto, a maior incidência é para os asmáticos considerados graves, com sintomas persistentes e diários como tosse, chiado e falta de ar. “Como o HUB é referência no tratamento de asmáticos, a gente atende mais pacientes graves”, explica a pediatra Carmen Lívia Faria Martins. Ela é uma das médicas responsáveis pelo atendimento de crianças e adolescentes portadores da doença. De acordo com a pediatra, o diagnóstico desses pacientes é baseado em dados clínicos e na identificação de que comprovem a obstrução através de exame de função pulmonar.
Lucas Raphael Setúbal, de 13 anos, faz tratamento no HUB desde 2004, quando chegou ao hospital em estágio crítico. O adolescente chegou a ter uma parada respiratória. “Ele estava tão mal que os medicamentos não surtiam mais efeito”, conta a mãe Maria do Socorro Setúbal. Os primeiros seis meses de tratamento de Lucas, que é acompanhado pela Dra. Carmen Lívia, foram marcados por dificuldades. “No início ele estava quase toda semana aqui”, lembra a mãe. Neste ano, a freqüência das crises do adolescente diminuiu.
O Programa de Asma do HUB atende de crianças a idosos. A doença, embora sem cura, pode ser controlada. De acordo com a pneumologista Fernanda Bonner, o paciente pode deixar de ser grave a partir do momento em que recebe o tratamento adequado , com início e manutenção adequados. “Apenas 5% persistem como pacientes graves, apesar do tratamento”.
Existem, basicamente, dois tipos de medicamentos que são usados para tratar a asma: o corticóide inalatório e os broncodilatadores. O primeiro é preventivo e o segundo é uma espécie de aliviador. “No caso dos pacientes mais críticos, às vezes é preciso outras drogas mais fortes”, ressalta Bonner.
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