segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pacientes com asma grave são os que mais procuram programa do HUB

Por Adriana Mesquita


Os pacientes com asma grave apresentam maior mortalidade. Somados aos casos moderados eles reapresentam cerca de 80% da procura atendimento no Programa de Asma do Hospital Universitário de Brasília.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores. No Brasil, estima-se a prevalência da doença em torno de 10% da população. De acordo com dados do DATASUS, em 2008, a asma foi a terceira causa de internação pelo SUS, com cerca de 300 mil hospitalizações.

O HUB atende desde casos mais leves até os mais graves. No entanto, a maior incidência é para os asmáticos considerados graves, com sintomas persistentes e diários como tosse, chiado e falta de ar. “Como o HUB é referência no tratamento de asmáticos, a gente atende mais pacientes graves”, explica a pediatra Carmen Lívia Faria Martins. Ela é uma das médicas responsáveis pelo atendimento de crianças e adolescentes portadores da doença. De acordo com a pediatra, o diagnóstico desses pacientes é baseado em dados clínicos e na identificação de que comprovem a obstrução através de exame de função pulmonar.

Lucas Raphael Setúbal, de 13 anos, faz tratamento no HUB desde 2004, quando chegou ao hospital em estágio crítico. O adolescente chegou a ter uma parada respiratória. “Ele estava tão mal que os medicamentos não surtiam mais efeito”, conta a mãe Maria do Socorro Setúbal. Os primeiros seis meses de tratamento de Lucas, que é acompanhado pela Dra. Carmen Lívia, foram marcados por dificuldades. “No início ele estava quase toda semana aqui”, lembra a mãe. Neste ano, a freqüência das crises do adolescente diminuiu.

O Programa de Asma do HUB atende de crianças a idosos. A doença, embora sem cura, pode ser controlada. De acordo com a pneumologista Fernanda Bonner, o paciente pode deixar de ser grave a partir do momento em que recebe o tratamento adequado , com início e manutenção adequados. “Apenas 5% persistem como pacientes graves, apesar do tratamento”.

Existem, basicamente, dois tipos de medicamentos que são usados para tratar a asma: o corticóide inalatório e os broncodilatadores. O primeiro é preventivo e o segundo é uma espécie de aliviador. “No caso dos pacientes mais críticos, às vezes é preciso outras drogas mais fortes”, ressalta Bonner.

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